No último dia 18 estreou na TV Plim Plim, uma minissérie que foi sucesso no cinema (isso mesmo, o contrário, primeiro no cinema depois nas telinhas): O Bem Amado; exibido em 3 capítulos e com 26 minutos a mais que o longa. No começo eu pensei que a Globo tivesse lançado nesse formato em uma vaga menção à série exibida nos anos 80. E convencido disso curti os dois últimos capítulos com todos os "ismos e dismos" da figura trepidante e dinamitosa que é Odorico Paraguaçu.
Mas ontem, assistindo os Plimplintismos (estou me empolgando com o vocabulário prafrentista) da Globo, me deparei com uma chamada da "nova" minissérie Globolística: Chico Xavier, que será exibida em quatro capítulos, a partir do dia 25. Isso me chamou atenção e fui pesquisar se seria o filme que estaria sendo dividido, talqualmente O Bem Amado (#TáParei!). E pimba! É o filme sim, com cenas inéditas, que migrará para telinhas (ou telões - no caso das 52"), exatamente como o outro.

Primeiro imaginei que isso seria uma nova modinha da Globo, mas fui pensar direitinho e vi o quanto ela ganha com isso. Primeiro pega
O Bem Amado, que já levou 960.000 pessoas pro cinema, há cinco meses atrás, dá uma maquiada e trás pra TV, garantindo uma boa posição no Ibope, logo depois do BBB (e estreia na terça-feira - dia de eliminação), pra garantir que ninguém mude de canal. Agora vem com
Chico Xavier, Top 10 em bilheteria do ano passado e que arrecadou simplesmente R$ 30.220.214 e vai ser sucesso garantido na televisão. Agora resta saber qual o sucesso do cinema nacional que vão transformar. Só sei que, apesar de não ter assistido nenhum desses dois no cinema, não gostei disso - pagar pra assistir no cinema e meses depois sai na tv e com "extras". Só tenho que admitir que a Globo é bem esperta.
Só pra informação: as palavras difíceis e que estão destacadas em itálico são inspiradas no personagem de O Bem Amado, Odorico Paraguaçu. Se assistiu, você me entende!
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