Falam que temos que ser autores da própria vida, mas ninguém nunca me ensinou como se faz isso. A maioria do tempo me sinto apenas como um protagonista que dá pitacos demais e na outra parte do tempo um mero coadjuvante, sem voz, sem luz, sem graça. Ah! Também tem as vezes que encaro o papel um dublê de coadjuvante, que ninguém nunca viu a cara.
Não gosto disso!
Queria ter o comando da minha vida, ser quem a escreve, quem muda, ajusta e faz a história acontecer, mas quando me pego refletindo sobre isso sempre caminho para um beco sem saídas, um labirinto, na verdade, que eu não consigo decifrar e, sempre que tento, acabo deixando essa tarefa pela metade, pois não sei como fazer para não sentir coisas que eu não gostaria.
Como se faz para ter um sentimento que se quer muito ter, mas ele, simples e teimoso, não nasce em você?
Como posso apagar as decepções que já me causaram?
E as decepções, como faço para que elas não aconteçam, pelo menos comigo?
Teria que escrever também algumas ações de outras pessoas, para que elas não me decepcionassem?
Mas como, se não consigo escrever as minhas?
Como faço então para superar expectativas que geram em cima de mim e que sei que nunca vou poder supera-las?
Posso até fazer com que as expectativas se adeqúem ao que tenho capacidade de superar, à minha realidade.
São muitas perguntas sem respostas e todas se referem a mesma coisa: os tais dos Sentimentos. Só sei que até consigo escrever minha história, mas até o momento que eles não estão interferindo.
Então, terei que escrever em parceria com eles?
Que seja, mas tem coisas que eu gostaria de sentir, outras que não; pessoas que quero me aproximar e outras que quero desfazer o momento que eu dirigi-lhe a primeira vogal. É a minha única exigência!
[Rs] É... Percebi que não posso fazer exigências. Está no contrato que assinei, mas nunca vi: Tenho que escrever com o lápis e o papel dos senhores Sentimentos.
Estes senhores companheiros, imprevisíveis, inconstantes, as vezes injustos e até cruéis, que, porém, possuem o poder de influenciar minha vida, minhas decisões, "Minha História"...
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